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terça-feira, 20 de abril de 2010

VARIEDADES - Morre aos 85 anos Francisco de Souza o “Seu Chico Poeta”

O escritor, que faleceu na manhã de segunda-feira de insuficiência respiratória, apesar da idade avançada, trabalhava em uma terceira obra retratando a cultura do município de Içara.

Morreu na manhã desta segunda-feira, aos 85 anos, Francisco de Souza, mais conhecido como Seu Chico Poeta.
Segundo informações de familiares, na sexta-feira (16), antes de dar entrada no hospital, o escritor, juntamente com uma senhora, estavam na parada para pegar um ônibus e o motorista teria ignorado-os, por serem idosos e não pagarem condução.
Conforme a família, era a terceira vez que isso acontecia, o que teria causado irritação em Chico e prejudicado o coração, que já estava frágil. Oficialmente a causa do óbito foi insuficiência respiratória.
Para o neto Anderson Souza, o poeta Chico representou um marco cultural na cidade por sua obra e por ter participado da fundação da Academia Içarense de Letras.
O escritor estudou até o terceiro ano primário e começou a fazer poesias, poemas e versos enquanto observava acontecimentos do dia-a-dia.
Quando adolescente atuou como entregador de almoço aos trabalhadres das minas. Aos 17 anos, começou a trabalhar como mineiro, profissão que exerceu até 1960. Chico trabalhou também como jardineiro, funcionário da antiga Cesaca, em Criciúma, e porteiro do Hospital São João Batista.
Entre as conquistas da carreira literária, está a carta, na qual foi reconhecido no estado pelo fundador da Academia Catarinense de Letras, grande escritor e pesquisador da literatura estadual, Celestino Sachet.
Anderson considera o lançamento do segundo livro do avô um dos momentos mais marcantes da carreira. No livro de poema, Chico faz um resgate cultural, histórico e literário do município.

Na ocasião Chico foi prestigiado e recebeu uma carta escrita na época, pelo governador do estado, Luiz Henrique da Silveira.
A biografia é composta por dois livros e de acordo com o neto o poeta estava trabalhando em uma terceira obra, na qual ainda não sabe se será dada continuidade.
A família considera a trajetória literária bastante sofrida, e atribui o sucesso a perseverança e ao apoio das pessoas que acreditaram em seu trabalho.
Anderson se emociona ao dizer vai ser difícil superar a dor no momento e relembra o trecho de uma música religiosa: “Agora é saudade sim, tristeza não. O problema é tentar”, disse o neto do poeta.
Ele também foi Destaque Içarense 2008.

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