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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Colunista Edna Benedet

Violência contra a mulher

De acordo com a Lei Maria da Penha, considera-se “violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.”A violência contra mulher é fato constante nos lares.
Os dados estatísticos apontam que a cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil, tendo como principais fatores determinantes desta agressão, o machismo e o alcoolismo. A principal causa desta agressão tem sua raiz na sociedade machista e excludente, que ainda, apesar de todos os avanços, super valoriza o papel masculino, com reflexos significativos na forma como se educa os meninos e as meninas. Para eles, durante toda sua vida são incentivados a valorizar a sua força física, agressividade, satisfação dos instintos e dominação, enquanto que a elas seu destaque e valorização no meio social, estão focalizados na beleza, comportamento, dedicação, submissão, passividade e dependência.
A Sociedade Mundial de Vitimologia pesquisou a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54 países, diagnosticando que 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência doméstica;
Os registros de estatísticas disponíveis nas Delegacias Especializadas de Crimes contra a Mulher demonstram que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa e que o agressor é o próprio marido, companheiro ou namorado.
O Brasil é o País que mais sofre com a violência doméstica, perdendo de 10,5% do seu PIB (Produto Interno Bruto), tendo conseqüências diretas na economia (um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas); na saúde, pois afeta a integridade física e psicológica, sendo reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, como problema de saúde pública, e o sistema judiciário com os Boletins de Ocorrência, inquéritos e processos judiciais.
Segundo informações de Içara, essa situação no município não é diferente, os números são alarmantes e significativos, pois somente neste ano de 2011, foram instaurados 57 inquéritos de violência contra a mulher, sem considerar ainda, os Boletins de Ocorrência e os casos não registrados, pois muitas mulheres ainda, em decorrência da dependência financeira em relação ao agressor, suportam todo tipo de agressão em silêncio.

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