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quarta-feira, 18 de maio de 2011

CAPA: Edição2.108 - Içara, 18 de maio de 2020

CAIXA já atende em nova agência com mais espaço
(Bruna Borges/Jornal Içarense)


Futuro turístico do Rincão é tema de discussão
(Divulgação)


MP deve se pronunciar em 30 dias

CHARGE

COLUNISTA - Elza de Mello

Aquém dos trilhos Vidas em Crônicas (16)

Os dias escorrem lânguidos e sutis como areias entre os dedos. Os segundos se faz minutos, os minutos se faz horas e as horas con-tabilizam dias, semanas e anos. Tudo passa e tudo mu-da! Para quem não tem o hábito de observar as mudanças que o tempo faz ocorrer na paisagem geográfica e na vi-da social de um povo, parece que nada está acontecendo.
Esses certamente não repetem: tudo muda! Eles sim-plesmente justificam: é a vida! E assim a vida caminha nos passos que se renovam a cada amanhecer de um novo dia.
Folheio entrevistas, que fiz com içarenses, há vinte a-nos passados, e rememoro detalhes que eles me deram de uma paisagem diferente e de pessoas que não cheguei a conhecer. Apenas as recordações daquelas pessoas me deram luzes para defini-las no lusco-fusco de um tempo distante. Mas vale relembrá-las para melhor entender os homens atuais e as paisagens que resultou das transformações sociais aos 50 anos de emancipa-ção política de Içara.
Era uma tarde de domin-go, quando falei com Isaías José da Costa, em Barra Ve-lha, Distrito do Balneáriio Rincão, em Içara. Como es-távamos no mês de junho, o dia era claro e uma brisa fria dava a tonalidade de um dia de inverno. Ele tinha um fo-gão a lenha aquecendo a cozinha de uma casa de pes-cador, caprichosamente asseada e um café quentinho no bule que estava sobre a chapa do fogão. E ali, no aconchego daquela casa de pescador, ele me falou de tempos imemoráveis para mim. O pai, José da Costa, ve-io do planalto catarinense, da Rocinha e a mãe era co-nhecida como Maria Laguna, natural de Laguna. Casados, passaram a residir no Arroio da Cruz, onde Isaias nasceu. Moço, ele casou com Maria Felipe, natural do Torneiro e viveu longo tempo na Carioca, mas participou da vida social de Urussanga Velha, em Içara.
Em 1916, as lavouras de mandioca foram atacadas por gafanhotos. A praga se repetiu por três vezes e as fa-mílias que dependiam da farinha para viver sofreram uma perda irreparável. Só no Governo Vargas o gafa-nhoto foi erradicado. Vargas mandou um avião pulveri-zar os campos e as lavouras com o veneno conhecido como pó-de-gafanhotos, dando um alívio aos pobres co-lonos. Havia também o maranduvá que atacava as ra-mas e o colono fazia mil simpatias e rezas para defender a lavoura. O colono era muito judiado.
Ele relatou o susto que levou quando, pela madruga-da, foi buscar lenha de carro de bois e encontrou uma forma voadora. Era por volta de 1928. Pareceu, a primeira vista, uma nuvem silenciosa. Depois ele olhou mais fixa-mente e viu que parecia uma imensa tora voando em di-reção ao sul. Àquela hora da noite não tinha como não sentir medo porque não sabia do que se tratava. Depois soube que era o Zapelin e que na volta houve um aci-dente aéreo e todos os passageiros morreram. Outro susto foi o tremor de terra que ocorreu em 1934. Mas não houve nenhum acidente grave com o povo. Depois disso a terra não tremeu mais e o povo até se esqueceu das promessas que fizeram a São Sebastião. Houve muitos pagamentos de promessas por anos a fio, até o completo esqueci-mento do fato. “Depois mudei para a Barra Velha atraído pela pesca. João Caixeiro, Mané Tereza, Júlio Tereza e João Amândio eram companheiros de pesca e de fartura de pescados. Pena que não havia para quem vender a produção. Se vendêssemos seríamos ricos. Mas posso afirmar que Içara é rica, bela e acolhedora. Sou içarense de coração e quem ama Içara nunca deixa de admirá-la”.

POLÍTICA - Possível fraude em votação da Câmara está sob investigação

Uma denúncia feita ao Ministério Público culminou na apreensão das cédulas usadas na votação do veto ao projeto que extingue a APA, o inquérito deve ser encaminhado em 30 dias.

(Bruna Borges/Jornal Içarense)

A intervenção de uma Força-Tarefa do Ministério Público, Polícia Civil e Militar na sessão da Câmara de Municipal de Içara desta segunda-feira, dia 16, surpreendeu vereadores e comunidade presente.
Após a votação do veto do prefeito Gentil da Luz ao projeto de Lei que prevê a extinção da Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Cruz e reduz atribuições da Fundação de Meio Ambiente de Içara (Fun-dai), o delegado Airton Fer-reira, que comanda a Coordenadoria Regional de Investigações Especiais do Ministério Público Estadual em Criciúma, interrompeu a sessão, pedindo que a Mesa Diretora do Legislativo entregasse as cédulas usadas pelos vereadores para votação, que continham as opções: Aceito o veto ou Rejeito o veto.
A ação aconteceu devido a uma denúncia de possível fraude no processo le-gislativo.
De acordo com o promotor responsável pela Força-Tarefa de Criciúma, Eduardo Paladino, o grupo já vem trabalhando há alguns dias na apuração da informação, o que culminou no recolhimento das cédulas nesta segunda-feira. “A apuração da possível fraude levou-nos a fazer o pedido de busca e apreensão das cédulas ao juiz da Comarca de Içara. Depois de ele autorizar, fomos acompanhar a votação e, após finalizada, cumprimos a ordem judicial”, explicou Paladino.
Ainda de acordo com o promotor, a investigação continua. As cédulas passarão por um perícia e o in-quérito deverá ser encaminhado para a Comarca de Içara após 30 dias da instauração. “Acreditamos que em 30 dias o inquérito será encaminhado para Içara, a menos que haja um pedido de prorrogação”, o-bservou o promotor.
Informações como data da denúncia e autoria estão sob sigilo.
Paladino informou que, se eventualmente a perícia confirmar a marcação em alguma cédula, o autor deverá ser identificado e responderá por crime de falsificação de documento e prevaricação.
O presidente da Mesa Diretora do Câmara Municipal de Içara, Darlan Bi-tencourt Carpes, declarou que a votação aconteceu dentro da normalidade e que não sabia de suspeita de marcação de cédula.

GERAL - Inscrição para segunda etapa do PAC 2 começa em 15 de junho

Desde 2007, a Lei 11.445 estabelece a obrigatoriedade de todos os municípios criarem Planos Municipais de Saneamento até 2014, caso contrário eles poderão sofrer algumas restrições.

(Arquivo/Jornal Içarense)

O município de Içara já foi contemplado na primei-ra etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Governo Fede-ral, com quatro propostas.
Içara está no Grupo 2, composto de 11 cidade se-lecionadas que possuem de 50 a 100 mil habitantes.
Agora é a vez dos muni-cípios com menos de 50 mil habitantes, que poderão inscrever-se na segunda etapa do PAC 2, a fim de receber recursos para obras da modalidade água e esgoto.
O novo prazo, de 15 de junho a 15 de julho de 2011, foi divulgado pelo Ministé-rio do Planejamento, Orça-mento e Gestão durante a Marcha dos Prefeitos na s-emana passada.
Os proponentes (municí-pios, estados e prestadores de serviço de água e esgoto) podem encaminhar as car-tas-consultas por formulá-rio eletrônico disponível na internet, nos sites: www.cidades.gov.br ou www.funasa.gov.br.
“É de extrema importân-cia que os interessados não percam esta oportunidade para angariar recursos, se-ja por meio do Orçamento da União ou por financia-mento”, expressou o secre-tário de Articulação Nacio-nal, Acélio Casagrande.
Em um primeiro momen-to não é necessária a apre-sentação do projeto. Este será recebido 10 dias após a divulgação da pré-sele-ção, prevista para até 26 de agosto. O valor mínimo da proposta é de R$ 1 milhão, a serem aplicados em obras de água e esgoto.
Com relação aos muni-cípios já selecionados no PAC 2 pelo Ministério das Cidades, foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 3 de maio, a alteração no resultado do primeiro processo de seleção de pro-posta (Portaria número 534 de 11 de novembro de 2010). Mais de 50 municí-pios catarinenses, dos três grupos, estão incluídos e poderão receber recursos para projetos e obras de abastecimento, contenção de encostas, pavimenta-ção, macrodrenagem, ge-renciamento de resíduos, urbanização, manejo de á-guas pluviais, entre outras.

POLÍCIA - Juiz abandona caso da Operação Imigração e acusados são soltos

Operação que prendeu acusados de falsificar documentos em Criciúma e Içara, para quem pretendia viajar para o Estados Unidos, foi abandonado, e os acusados liberados pela justiça.

(Divulgação)

Por determinação da justiça as provas foram anuladas e os presos soltos. Este foi o desenrolar dos quarenta dias da Operação Imigração, desarticulada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).
Daniel Raupp, juiz da 1ª Vara Federal Criminal de Criciúma, aceitou o pedido do advogado Jefferson Damin Monteiro, declarando isentas as decisões, como interceptações telefônicas, buscas e apreensões e prisões cautelares, proferidas pelo juiz de Içara. Foi determinada a soltura do trio de empresários acusados de emitir documentos falsificados para obterem vistos e passaportes para quem pretendia viajar para o exterior.
Os meios utilizados, tanto durante a investigação até o final dos trabalhos repressivos, foram realizados de forma inadequada, segundo alegou o advogado. “Como trata-se de crimes federais, apenas o juiz federal poderia decretar os autos, não um delegado de Polícia Civil, como foi o caso. Todas as provas colhidas e os objetos apreendidos, a partir de então, não existem mais. Um juiz da Polícia Federal compôs a Força Tarefa, mas em nenhum momento, tem assinatura dele nos documentos. Já o juiz de Içara, até então responsável pelo caso, se julgou incompetente para o caso. Nem a perícia nos materiais foi feita”, justificou a imprensa.
Conforme a decisão, não somente os atos proferidos pelo Juízo Estadual são nulos, mas também todo Inquérito Policial. “O próprio Inquérito Policial foi instaurado por autoridade policial sem atribuição pa-ra tanto, já que, a toda evidência, tratava-se de infração penal praticada contra serviços ou interesse da União. Nesse caso, a função de polícia deve ser exercida, com exclusividade, pela Polícia Federal”, aponta os autos.
O caso
No dia 29 de março, foi movimentada para agentes da Polícia Civil de Cri-ciúma e de Içara, pois desenrolou-se uma operação envolvendo a Polícia Federal, além de representantes do Ministério Público com apoio de agentes de Floria-nópolis. O objetivo da ação é desarticular uma quadrilha especializada em falsificação de documentos. Foram presos J.P.R., V.J.S. e J.O, que já estão em liberdade.
Segundo o promotor de Justiça Eduardo Paladino, toda documentação necessária para a obtenção de vistos de entrada em outros países eram falsificados pelos acusados, que tinham “clientes” inclusive fora do Estado. No total, foram cumpridos cerca de seis mandados.

VARIEDADES - Agência da Caixa Econômica de Içara está em novo endereço

Com espaço maior e novos equipamentos, a Caixa Econômica Federal de Içara passa a atender em novo endereço, na Rua Ipiranga; desde segunda-feira, dia 16, próxima de outras agências bancárias.

(Bruna Borges/Jornal Içarense)

A agência da Caixa Eco-nômica Federal de Içara passou a atender em novo endereço nesta segunda-feira, dia 16.
O banco, que antes esta-va localizado na Rua Anita Garibaldi, nº 315, foi transferido para a Rua Ipiranga, nº 470, também no Centro da cidade.
A antiga agência pos-suía 350 metros quadra-dos. Agora os clientes con-tam com um espaço quase três vezes maior, de 960 metros quadrados.
“Mudamos com o objeti-vo de ampliar a capacida-de física da agência e me-lhorar o atendimento à po-pulação içarense”, enfati-zou o gerente Alcionir José Rabello, o Zico.
Na Rua Anita Garibaldi, a Caixa funcionava desde junho de 1989. “Várias re-formas e ampliações foram feitas naquela agência. Mas, chegou um momento que não foi mais possível. Esgotaram-se as possibili-dades de ampliação”, ex-plicou o gerente.
De acordo com Zico, a i-deia de mudar a agência para um lugar maior já vi-nha sendo discutida há quatro anos. “A dificulda-de era encontrar o lugar ideal. Então, conseguimos parceria com um investi-dor que construiu a nova sede segundo as exigências da Caixa Econômica Fe-de-ral”, observou.
A mudança física tam-bém propiciou a melhoria na parte de móveis e equi-pamentos, sendo os mais antigos trocados.
“Boa parte dos equipa-mentos foram substituídos, principalmente os de auto-atendimento. Além disso, temos novos móveis”, con-tou o gerente.
Para Zico, Içara já mere-cia uma nova agência da Caixa. “A Caixa que acre-dita no Brasil, também a-credita em Içara”, declarou.
Na noite desta segunda-feira, aconteceu a cerimô-nia de inauguração da no-va sede. “Foi um evento muito bom, que superou as nossas expectativas. As pessoas presentes repre-sentaram os demais clien-tes e a população içaren-se”, comentou Zico.
Participaram da inaugu-ração gerentes regionais e autoridades políticas.
Discursaram o superin-tendente regional da Caixa Econômica Federal, Jace-mar Bittencourt de Souza; o gerente geral da agência de Içara, João Carlos Gar-cia; o prefeito de Içara, Gen-til da Luz; o presidente da Câmara Municipal, Darlan Bitencourt Carpes, entre outros, que ressaltaram a importância da ampliação para a cidade.
Os convidados foram re-cepcionados com um co-quetel nas dependências da nova agência.
“Todo o nosso esforço tem sido com o objetivo de atender melhor os muníci-pes”, finalizou Zico.

ESPORTE - Primeira fase do Içarense de Bocha entra na reta final

Foi realizado na noite de ontem mais uma rodada do Municipal de Bocha, e sete equipes
entraram nas canchas para garantir um bom resultado para a próxima fase da competição.


(Joao Miguel Nietto/Jornal Içarense)

Foi realizado na noite desta terça-feira mais uma rodada válida pelo Campeonato Municipal de Bocha, Taça Elevadores Castelo.
A competição içarense, que está na 13a rodada, teve a realização de mais sete confrontos.
Com as partidas fechadas ontem ficam restando apenas três rodadas para o término da primeira fase.
A próxima etapa está prevista para iniciar já no dia 7 de junho, com oito e-quipes.
Até o momento, dois times foram eliminados por falta de participação: o Barão e a Cancha do Zilly A.
Valdemar Rocha, da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Içara, que todos os anos organiza a competição, confirmou que nesta edição, os jogos estão muito mais bem disputados e que as equipes estão mostrando um potencial bem maior do que em edições anteriores.
Confira as melhores colocados de cada chave.
Chave A: Vidraçaria Santa Luzia (15), as demais equipes estão todas com 12 pontos cada.
Chave B: Argeu (12); Gonçalves (9) e Cooperali-ança (6).
Chave C: Transportes Raischaki (18); Darolt (12) e Bar Darolt (9).
Chave D: Cancha do Ar-geu B (15); Clube dos 50 (12) e Pedreiras (9).

DISTRITO - Futuro turístico do Rincão é discutido em mesa redonda

A primeira discussão ocorreu nesta segunda-feira, no Museu Arqueológico Igrejinha Navegantes, com representantes da Administração Municipal, da Rede de Ensino, de entidades e do comércio local.

(Divulgação)

A 9ª Semana Nacional de Museus iniciou nesta segunda-feira (16) com uma mesa redonda sobre o futuro turístico do Balneário Rincão, em Içara.
As discussões, feitas no Museu Arqueológico Igrejinha dos Navegantes, envolveram uma série de entidades do distrito que conheceram detalhes sobre o projeto Elo – Patrimônio Cidadão, da Prefeitura Municipal.
Conforme a coordenado-ria municipal de museus, idealizadora do projeto, as propostas passam por vi-as sinalizadas até os 11 sambaquis catalogados, com pontos de venda do artesanato local. Além disso, também será abordada a necessidade da prservação não só dos sambaquis, mas de toda a beleza natural das praias e lagoas do Distrito.
“Iniciamos um processo de consci-etização para ala-vancar os museus e provar que são peças fundamentais para o turismo cultural do Balneário Rincão e de Içara”, destacou Sanete Monteiro Da-gostin, coordenadora de museus de Içara. Segundo ela, “as discussões terão prosseguimento mesmo após a Semana Nacional de Museus”.
Participaram da mesa redonda representantes da Subprefeitura do Balneário Rincão, da Colônia de Pescadores Z-33, da Rede de Ensino Estadual, do Grupo Arte Rincão, da Associação Coral e do comércio.
Além do museu do Balneário Rincão, os outros três de Içara estão participando da Semana Nacional de Museus, que encerra na próxima sexta-feira.
Intitulada Museus e Memória, a programação organizada pela Administração Municipal, por meio da Casa da Cultura Padre Bernardo Junkes, terá visitas monitoradas, mostras fotográficas e de acervos antigos e mesas redondas com explanação de projetos.
Programação
Museu Arqueológico Igrejinha Nossa Senhora dos Navegantes – Balneário Rincão · 16/05 – Mesa Redonda: O Museu e a emancipação do Distrito de Balneário Rincão· 16 a 22/05 – Das 14h às 16h: Visita guiada à rede de ensino municipal, estadual, particular e universidades
Museu Casa da Cultura Padre Bernardo Junkes - Praça da Matriz São Dona-to – Centro · 16 a 22/05 – Das 8h às 17h: Visita guiada para a arquitetura de edificação: naves, pinturas internas e funciona-lidade do patrimônio· 18 – Das 16h às 18h: Palestra: Içara rumo aos 50 anos. Explanação de projetos direcio-nados à cultura local
Museu do Agente Ferroviário - Avenida Procópio Lima – Centro · 16 a 22/05 – Das 8h às 17h: Exposição – mostra fotográfica “Projeto locomotiva de Flores” – 3ª edição em 10/2011 – Desenvolvido a partir do evento anual do IBRAM – Primavera nos Museus. Palestra sobre a estrada de ferro e o progresso de Içara.

terça-feira, 17 de maio de 2011

CAPA: Edição2.107 - Içara, 17 de maio de 2020

Eleição secreta do veto da APA vira caso de polícia
(Bruna Borges/Jornal Içarense)


Por falta de apoio Grupo de Escoteiroa fecha as portas
(Divulgação)


Situação do PP deve se resolver depois do dia 23
(Arquivo/Jornal Içarense)

EDITORIAL - Quem votou contra a APA e Fundai?

O veto do prefeito Gentil da Luz ao projeto de lei que extingue a Área de Proteção Ambiental de Santa Cruz e reduz atribuições da Fundai foi rejeitado por sete votos contrários e três favoráveis. Os únicos vereadores que se manifestaram na tribuna, garantindo que não rejeitaram o veto foram Dilnei Lima e Diego Vittorassi .
A Polícia Civil interviu a sessão e levou as cédulas para perícia e se for comprovado que houve cédula marcada o caso será investigado como crime de alteração de documento público e prevaricação. Se não for achado nada de irregular a votação será considerada legal. Só que o mistério é descobrir quem mijou fora do pinico.

De olhovivo na Educação

A minha vida escolar foi conturbada, vivi o avanço progressivo, fui alfabetizada na terceira série do primário. Na década de 70, em pleno regime militar não tinha reprovação. Até que encontrei uma professora que me alfabetizou em sua casa, era a educadora Salete Scotti dos Santos. Lembro de sua didática, era a paciência.
Tornei-me professora, estou a 25 anos no magistério.. Passei por muitas mudanças e modismos na educação. Já alfabetizei com cartilhas para lá de ruins. A frase que eu não esqueço era que a vaca voava. Eram textos sem nexo. Mas alfabetizei. Com poucos eu não consegui.
O mundo passou por transformações profundas. A escola não poderia ficar fora destas transformações.
Acredito que a maior mudança foi no entendi-mento do funcionamento cerebral, de como o cérebro aprende. Isso nos levou a entender melhor quem não aprende e por que não a-prende.
Algumas das mudanças, feita pela Secretaria Esta-dual de Educação estão me deixando preocupada.
Pelo menos, há três anos eu não consigo reprovar alunos, não que a reprovação seja a única saída. Defen-di no meu curso de graduação, que a reprovação, sozinha, pouco ajuda, ela precisa vir com reforço es-colar, pois se corre o risco de no próximo ano não mu-dar nada e o aluno ser reprovado novamente. Mas passar para frente alunos que não se apropriaram dos conteúdos mínimos? É no mínimo preocupante.
Não temos o reforço escolar. Contamos com pouca ou nada de ajuda fora da sala, já que a família não tem tempo para ajudar os filhos. Então fica tudo para ser resolvido na escola. Não raro encontrarmos alunos na quinta série que mal sabem escrever seu nome. Vão passando. Várias são as justificativas para passar os alunos. Mas aos olhos da sociedade são os professores que não estão trabalhando bem.
Reportagens e mais reportagens sobre fracasso na educação pública brasileira. Eu me sinto envergonha-da. Sei que a maioria dos professores fazem o melhor.. Mas sozinhos nesta cruzada, fica difícil obter bons resultados.

POLÍTICA - PP Estadual promete agendar visita a Içara depois do dia 23

Por falta de consenso, o PP de Içara não elegeu novo Diretório e Executiva e está sem comando; levada à apreciação do Diretório Estadual, a situação só será definida depois do dia 23.

(Maso Nyetto/Jornal Içarense)

Desde março o PP de Iça-ra está sem comando oficial, devido à falta de con-senso na criação do novo Diretório.
A situação foi levada a Executiva Estadual, a fim de que se manifestasse.
Em abril, o presidente Es-tadual do PP, Joares Ponti-celli, havia prometido reu-nião entre a Executiva Esta-dual, depois do feriado de Páscoa, para decidir o rumo da sigla em cada cidade on-de houve falta de consenso.
Porém, nesta segunda-feira, dia 16, Ponticelli ex-plicou que o encontro será feito só depois do dia 23.
“Nós estamos agendando para a próxima semana, após o dia 23, uma reunião com as lideranças locais. Vamos encontrar uma data para que possamos discutir o assunto”, respondeu.
Ponticelli ressaltou que o Diretório Estadual só se en-volve nos municípios quan-do é solicitado. “As questões que envol-vem as estâncias municipais do nosso partido, deixamos sempre a cargo de seus membros os encami-nhamentos. As Executivas Municipais têm total auto-nomia para isto”, disse.
Entretanto, o presidente esclareceu que as lideranças do partido não têm medido esforços para ajudar nos mu-nicípios. “Nos municípios que existem dificuldades pa-ra montar a Executiva, no-ssos deputados estaduais, fe-derais, prefeitos e demais li-deranças, vêm participando das discussões para que possamos chegar a um con-senso ou resolver da melhor forma possível”, enfatizou o presidente estadual.
Ponticelli ainda disse que a Executiva Estadual está trabalhando para o fortaleci-mento do partido em todas as regiões e recebendo novos filiados “de peso”. “Com cer-teza nosso trabalho hoje nos renderá ótimos frutos no ano que vem”, declarou.
A convenção do PP de Iça-ra, em março, foi cancelada porque quase 80 militantes se mostraram interessados em participar do Diretório. Porém, comporta 44 nomes. E ninguém abriu mão.

GERAL - Teatro conscientiza sobre abuso sexual contra crianças

O Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual Infanto Juvenil em Içara foi marcado pelo teatro “Isso não é brincadeira”, a peça apresentou reflexões sobre o assunto, no Centro de Eventos da FAI.

(Alex Cichella/Jornal Içarense)

Conscientizar e sensibi-lizar as pessoas a respeito de um assunto delicado pode não ser tarefa fácil.
Por isso, o grupo teatral Detalhe de Teatro, de Indaial, criou a peça “Isso não é brincadeira”, para falar so-bre o problema da explora-ção sexual contra crianças e adolescentes de uma for-ma descontraída, a fim de chamar atenção do públi-co infantil e promover a prevenção.
A peça teatral foi apre-sentada em Içara nesta se-gunda-feira, dia 16, mar-cando o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual Infanto-Juvenil.
O espetáculo, dinâmico e de contato direto com o público, foi composto por dois blocos de quatro cenas cada, que lançaram refle-xões acerca do assunto.
Organizado pela Admi-nistração Municipal de Içara, por meio da Secreta-ria de Assistência Social, Habitação, Trabalho e Ren-da e Centro de Referência Especializado de Assisten-cial Social (CREAS), o even-to iniciou às 9h30min, no Centro de Eventos da Fun-dação Assistencial de Içara (FAI), na Praça da Juventu-de Fernando Luciano Pa-checo , no Centro da cidade. O teatro também foi apre-sentado na parte da tarde, às 14h30min.
“Sabemos que a violên-cia e o abuso sexual contra crianças e adolescentes a-contecem em todos os ní-veis sociais. Pode aconte-cer dentro ou fora das famí-lias. Precisamos estar aler-tas e fazer o nosso papel de cidadão, denunciar sem-pre, mesmo que seja suspei-ta”, enfatizou a assistente social e coordenadora do CREAS de Içara, Maria Celso da Silva, acrescen-tando que “o abuso envol-ve várias atitudes que po-dem culminar em violência sexual”.
A história da data está vinculada à morte de uma menina assassinada vio-lentamente. Aracelli Cabre-ra Sanches Crespo foi uma criança brasileira que mor-reu em 18 de maio de 1973. O corpo foi encontrado so-mente seis dias depois, desfigurado e com marcas de abuso sexual.
Depois de 27 anos, a da-ta da morte foi transfor-mada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Explo-ração Sexual de Crianças e Adolescentes, pelo Con-gresso Nacional.

POLÍCIA - Motorista bate em redutor no PV e sofre ferimento leve

O condutor de um Monza perdeu o controle na Rodovia SC-444, próximo ao bairro Presidente Vargas, acabou colidindo com um redutor de velocidade, e sofreu ferimentos sem gravidade.

(Alex Cichella/Jornal Içarense)

Na madrugada de domingo, E.P. motorista do Monza placas MAH-8151, de Criciúma, perdeu o controle do veículo e colidiu com um redutor de velocidade, na Rodovia Paulino Búrigo (SC-444), próximo ao trevo de acesso ao bairro Presidente Vargas, em Içara.
Conforme o Corpo de Bombeiros de Içara, o condutor do Monza apresentava apenas um corte dentro da boca e um corte na orelha. Foi levado à Emergência do Hospital São Jo-sé, em Criciúma, para fazer exames, pois o volante foi arremessado com o impacto e pode ter causado feri-mentos internos a vítima.
Uma outra ocorrência foi atendida pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) de Içara, no final da tarde de sábado, na Rodovia SC-444. A feminina E.R., 51 anos, tentava atravessar a rodovia quando foi atingida por um veículo. Ela sofreu ferimentos na cabeça, nas mãos e no pé esquerdo.
Na tarde desta segunda-feira, uma ca-potagem foi registrada na BR-101, em Espla-nada, Içara, e deixou uma pessoa ferida.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, de Tubarão (PRF), A.S., 35, condutor do Fiat Punto, de Braço do Norte, perdeu o controle quando se dirigia à Tubarão e deu cerca de duas voltas com o veículo ao sair da pista. Ele acionou o Corpo de Bombeiros e se manteve no carro até a chegada do salvamento. S. foi encaminhado ao Hospital São Donato, em Içara, para fazer exames.
Abélio Francisco, 45, mor-reu ao ser atropelado na noite de domingo, na SC-437, que liga a BR-101 a Ima-ruí. T.S.O, 25, motorista do Uno placas MAW-6332, de Imaruí, não sofreu ferimen-tos. Ele recebeu primeiros socorros mas não resistiu.

VARIEDADES - Grupo de Escoteiros de Içara fecha as portas

Por falta de ajuda financeira e de voluntários, o Grupo de Escoteiros Djalma Marques, de Içara, está de portas fechadas desde o segundo semestre de 2010; o grupo tem mais de 30 anos.

(Alex Cichella/Jornal Içarese)

O Grupo de Escoteiros D-jalma Marques Escarava-co, de Içara, começa nesta semana o processo de des-ligamento da União dos Escoteiro do Brasil (UEB).
Criado há mais de 30 a-nos, o grupo ficou sem for-ças no município.
Sem apoio financeiro e falta de interesse dos adul-tos de serem voluntários, os içarenses perdem uma das mais antigas institui-ções da cidade.
O grupo era um dos pou-cos em Santa Catarina que possuía sede própria, loca-lizada no bairro Jardim Silvana, e levou os valores do escotismo para milhares de crianças de Içara.
Segundo o atual presi-dente, Jorge Félix Rabassa, o grupo vem passando por várias dificuldades, e ele, em conjunto com alguns voluntários do movimento, procurou apoio na socieda-de, por meio das lideran-ças empresariais e até com ex-escoteiros (que hoje pos-suem uma posição de des-taque na sociedade), porém as tentativas foram em vão. Por isso, desde o segundo semestre de 2010 a sede es-tá fechada, pois não tinha recursos para pagar a anu-idade exigida pela União de Escoteiros do Brasil (UEB).
Neste sábado, dia 14, Fé-lix esteve reunido com di-rigentes da Regional de Santa Catarina da UEB, para explicar mais uma vez a situação, além de come-çar o processo de desliga-mento do grupo de Içara.
Conforme regra, a sede e todos os pertences serão en-tregues para a UEB que dará o destino para o material.
Rabassa afirma que não tem mais condições de estar à frente do grupo, por ques-tões de saúde, e por isso, ten-tou inúmeras vezes procu-rar uma liderança para as-sumir a instituição. "Mas, passado quase um ano, até agora ninguém mostrou in-teresse para assumir o car-go", lamenta.
Seguindo à risca algu-mas das Leis Escoteiras que fala que "O escoteiro é amigo dos animais e das plantas" e que "O escoteiro está sempre pronto para ajudar o próximo", o Grupo de Escoteiros Djalma Mar-ques Escaravaco, partici-pou, ao longo da história de várias ações ambien-tais e comunitárias.
Na enchente de 1996, que atingiu várias comuni-dades do Sul de Santa Ca-tarina, os jovens do grupo ficaram responsáveis pela arrecadação de roupas e alimentos, além de organi-zar todo o processo de dis-tribuição dos materiais nas comunidades.
O Movimento Escoteiro surgiu no mundo no come-ço do século 20, em Lon-dres (Inglaterra). O funda-dor, o militar Baden-Po-well, ao voltar de uma bata-lha na África, observou que com a crise industrial, mui-tas famílias ficaram sem assistência, e com isso, os filhos procuraram as ruas para mendigar, e até come-ter pequenos furtos. Diante de tanta decadência de va-lores, Baden-Powell, resol-veu resgatar essas crianças, e com isso deu-se início ao movimento do escotismo.

ESPORTE - Criciúma perde e o título fica com a Chapecoense

Neste domingo, o Tigre foi até Chapecó, no Oeste do Estado, e com um gol contra de Carlinhos Santos foi derrotado pelo time da casa que ficou com o título de campeão catarinense 2011.

(Divulgação)

Mais uma vez, o Criciú-ma tentou acabar com o jejum de títulos do Campeonato Catarinense e fracassou. Mesmo jogando um futebol ofensivo e determinado o Tigre não aproveitou as várias oportunidades de marcar, e acabou não resisitindo a pressão da torcida e do bom time da Chapecoense.
O único gol da partida foi marcado aos 23 minutos do segundo tempo por Carlin-hos Santos, que na tentativa de tirar um bola cruzada por Nenem na área e de cabeça acabou colocando nos fundos da rede. Foi uma punição muito grande para aquele que era considerado pela torcida como jogador simbolo do time.
Depois do gol, o Tigre, tentou reagir e criou muitas oportunidades de empatar mas as bolas para-ravam nas mão do goleiro Rodolfo, um gigante em campo.
Pelo lado do Tigre, An-drey atuou muito bem e defendeu todas bolas chutadas pelos jogadores do Verdão, só não conseguiu segurar a cabeçada contra de Carlinhos Santos.
Tristes pela perda do título, os jogadores se trancaram nos vestiários e não foram receber a premiação, tarefa que co-ube ao diretor de patri-mônio, Car-los Henrique Alamini.
Em cinco a-nos, esse é o terceiro título de vice-campeão do Cri-ciúma.
No próximo sábado, a e-quipe tricolor volta a campo. No Estádio Heriberto Hülse, vai enfrentar o Gua-rani-SP, na estreia do Brasileiro da Série B.
O técnico Edson Gaúcho terá a ardúa tarefa de fazer o Criciúma retornar a elite do futebol brasileiro em 2012. Mas para isso terá que superar os adversários da Segundona Nacional.
Em 2010, a Chapecoense amargou com o rebaixamento e agora deu a volta por cima com a conquista do título estadual.
Não tirando os méritos da Chapecoense, muito bem treinada po Mauro Ovelha, o melhor técnico de Santa Catarina, mas o time do Oeste somente participou do Catarinense na vaga deixada pelo Atlético de Ibirama, que pediu licença por tempo indeter-minado à Federação Cata-rinense de Futebol (FCF).
Também contou com a colaboração do Atlético de Tubarão, que não brigou na Justiça Desportiva para ser o terceiro da Série B a subir para a Série A do Estadual.
Mas é importante deixar registrado é que a direção da Chapecoense teve competência dentro e fora do campo, manteve a base, reforçou a equipe que foi responsável pela conquista do re-turno e do quarto título estadual, com a melhor campanha da competição.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CAPA: Edição2.106 - Içara, 14 e 15 de maio de 2020

Ganhador do Hino Içara 50 anos será divulgado na segunda-feira
(Bruna Borges/Jornal Içarense)


Vacinação contra a Gripe é prorrogada
(Divulgação)

EDITORIAL - PSD quer se tornar a segunda força

Com a reforma partidá-ria o PSD (Partido Social Democrático) foi criado pa-ra ser o refúgio de políticos sem ideologia, com passa-gem por diversas siglas, como ocorreu com o PSDB. E isso, não deve ser dife-rente com o PSD de Içara. Que será a matriz do De-mocratas, que vai se extin-guir. Os vícios continuam, portanto, será o velho com cara de novo, o que não se qualifica em mudança. É aguardar para ver.
O único agravante é que o comando nacional não está preocupado com qua-lidade e sim com a quanti-dade ao aceitar políticos a-cusados de corrupção. Não terá diferencial das demais siglas e o tempo vai provar que será um partido a mais no país como foi o PFL, que depois fundou o DEM e a-gora criou o PSD .

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